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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Meu suspiro enterra meu sentimento
Mudo pela repressão, ninguém ouve o meu grito
Minhas mãos imploram por extravasar a frustração
E meus olhos por uma lágrima, mas não os permito

Abaixo o olhar e penso comigo
viver não parece mais agradável
como era quando eu dormia
Porém acordar um dia,
era inevitável

Minha alma me martiriza
e faz o meu sangue gelar
Viver é uma bênção na qual não posso acreditar

Sozinho sinto dor, angústia e frio
E atormentado pela tristeza, sorrio
Imerso em meu vale de lágrimas que não caíram
No meu inferno de sangue que não foi derramado
Me ergui do meu leito de morte para viver
Estou condenado.

(Lucas Vasconcelos)

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